Frustração: quando o sonho pesa mais do que deveria
- Pedro Gatti Lima
- 25 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 25 de jan.

Todos nós já colocamos o coração em um sonho. Fizemos sacrifícios, nos dedicamos ao máximo, acreditando que, ao alcançá-lo, tudo finalmente faria sentido. Mas e quando o resultado não vem? Ou pior: quando chega e ainda assim sentimos um vazio? É nesse momento que a frustração nos invade, trazendo a pergunta: “Será que valeu a pena?”
Pense naquela pessoa que sonhou por anos em mudar de país. Depois de economizar, planejar e imaginar uma vida perfeita, ela chega lá… e encontra burocracias, solidão, diferenças culturais difíceis de lidar. Ou na família que lutou pela casa própria e, depois da conquista, enfrenta dívidas, reformas intermináveis e preocupações que ofuscam a alegria inicial.
A frustração não está apenas naquilo que não conquistamos, mas também no que idealizamos tanto que esquecemos de viver. Projetamos a felicidade para o futuro, acreditando que ela estará lá nos esperando intacta, quando, na verdade, ela precisa ser construída dia após dia, no agora.
Por isso, além de sonhar, precisamos aprender a viver o presente. Cada etapa, cada pequeno avanço já carrega em si um pedaço de realização. Se esperamos a felicidade apenas para o “depois”, corremos o risco de chegar lá e perceber que não aprendemos a senti-la.
Sonhar não é o problema. O problema é quando colocamos todo o peso da nossa felicidade em um único momento. Dividir os sonhos em metas menores, celebrar as vitórias do caminho e manter espaço para a espontaneidade são formas de reduzir o impacto da frustração.
E quando ela chega, inevitável e dolorosa, a terapia pode ajudar. Ela oferece um espaço seguro para compreender nossas expectativas, ressignificar o que não saiu como planejado e, principalmente, nos reconectar com o que realmente importa: viver de forma plena, mesmo diante das imperfeições da vida.
No fim, a frustração pode ser um lembrete: não espere o amanhã para viver o que pode sentir hoje. Sonhe, sim. Lute, sim. Mas não se esqueça de olhar ao redor, respirar fundo e reconhecer que parte da felicidade que buscamos já está acontecendo agora.











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